ResenhAI
ResenhAI·Sobre

O que é o ResenhAI
e quem escreve.

A publicação

Para qualquer líder de negócios — CEO, C-Level, empreendedor — o impacto da transformação por IA é claro. Pode demorar um pouco mais ou um pouco menos, mas os finais possíveis são apenas dois: ou você desenvolve fluência tecnológica real e lidera a transformação, ou será substituído por alguém que faça isso — dentro da própria empresa ou por um concorrente de mercado. Eventualmente uma startup 10x menor.

E ainda assim o que mais vemos são pilotos. Empresas que lançam iniciativas de IA, geram uma boa história para o board, e partem para o próximo piloto em vez de potencializar o que já funciona. Líderes muito mais preocupados com o discurso que vão entregar do que com o resultado que vão gerar. O mercado tem hoje mais Chief Explanation Officers do que Chief Executive Officers.

O ResenhAI existe para quem quer ser a segunda categoria.

O que é

Curadoria quinzenal dos movimentos em IA que importam para líderes de grandes empresas brasileiras — com análise de quem está na sala quando o piloto vira produto ou não vira.

O que não é

Newsletter de lançamentos de modelos. Conteúdo patrocinado por vendor. Análise que termina com "as empresas precisam se preparar" sem dizer como, o quê e até quando.

A promessa

Honestidade sobre o que funciona e o que não funciona — de quem já esteve nos dois lados da mesa. Um lugar para calibrar decisão, não para construir discurso.

O editor

Fabrício Bindi

Fundador & CEO, AIMAGINE

Sempre fui obcecado por entender como as coisas funcionam. Desde criança. Um desconforto com respostas que param na superfície, a satisfação de resolver algo que parecia impossível antes de você desmontá-lo peça por peça. Não foi à toa que virei engenheiro.

Mas quando chegou a hora de escolher o primeiro emprego, recebi duas ofertas: trainee na Siemens e consultor de negócios na maior consultoria de estratégia do Brasil na época. Não tive dúvidas.

Foi onde aprendi a escutar as preocupações do CEO. Qual o impacto no EBITDA? E o VPL? Aprendi a enxergar negócios de fora para dentro e a traduzir complexidade em decisão. Foi mais que uma escola. Mas faltava algo. A distância entre a análise e a execução me incomodava — eu queria estar onde as decisões têm consequência real.

Então fui. Passei anos liderando marketing, produtos e P&Ls completos em telecomunicações. Business units com milhões de clientes, dezenas de milhões de contatos com a empresa mensalmente, bilhões e bilhões de receita.

Foi ali que ficou claro: liderar um negócio sem entender tecnologia de perto não era mais uma opção. Não para poder entender e criticar o trabalho do CTO — para poder influenciá-lo, instigá-lo, direcioná-lo. Para colocar o CTO junto com o CMO na transformação do negócio, e não no suporte. Para garantir que o CFO valorizasse e diferenciasse quem otimiza processos de quem simplesmente corta custos. De quem diminuía a complexidade, não o salário médio da área. Segurar o OPEX sim, mas aprovar o CAPEX certo com o KPI correto.

Por isso decidi, por um tempo, deixar minha paixão por pilotar o negócio para assumir a liderança de IA e Customer Insights em 2019 na maior operadora de serviços da América Latina, quando quase ninguém no Brasil falava de IA com seriedade. Daí dei um mergulho em TI, IA, métodos ágeis e tudo mais. Fomos a primeira plataforma de IA a atingir 1 milhão de usuários — com engajamento maior do que o app da empresa, que já existia há uma década. Por três anos vivi novamente o técnico, o engenheiro.

Daí voltei a liderar P&Ls — turnarounds, recuperação judicial, M&A, carve-out — mas a tecnologia já estava no sangue. Parte da estratégia, não do suporte. Triplicar receita, comprimir 30 meses em 12, reconstruir NPS do chão: nada disso acontece só com execução operacional. Acontece quando você redesenha o modelo.

O impacto dessa transformação para mim, responsável por um negócio — e acredito que para qualquer CEO, C-Level ou empreendedor — era claro. Poderia demorar um pouco mais ou um pouco menos, mas eu só enxergava dois finais possíveis: aprofundar a fluência até conseguir liderar a transformação no campo de batalha, ou ser substituído por alguém que fizesse isso. Eventualmente uma startup 10x menor.

O ResenhAI nasceu disso. Precisava estar sempre atualizado e queria discutir o que estava absorvendo com mais pessoas, incorporar outras ideias, sempre com olho no cliente e no negócio, sem tecniquês desnecessário. Decidi escrever a publicação que eu mesmo gostaria de ler.

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A empresa por trás da publicação

AIMAGINE

Consultoria especializada em inteligência artificial para grandes empresas brasileiras. Estratégia, implementação e gestão de mudança — do problema de negócio ao modelo em produção.

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